sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Truques e dicas

Cá em casa gostamos muito de peixinho, principalmente grelhado... um dos problemas é mesmo o cheiro que fica na cozinha e também na máquina da loiça. Como aproveitamos para ligar a máquina durante a semana a partir da meia-noite... e só a desligamos e abrimos de manhã... fica completamente empestada!!!

Uma grande amiga ensinou-me e realmente funciona! Usar o limão (ou resto depois de tirar o sumo e usar para temperar o peixe ou carne) e colocar na máquina num dos tabuleiros. Dá um cheirinho fantástico e melhor, ainda evita os odores desagradáveis! Dá para pelo menos duas lavagens e poupamos naqueles artigos que se compram no supermercado para este efeito!

e vocês? alguma dica que queiram partilhar?

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

comprei...

Uma das coisas que mais gosto de fazer são as caminhadas com a minha melhor amiga (a minha mãe) até à "cidade" em dias de feira!
A feira já não é o que era, nota-se a "crise" e a verdade é que já há lojas a praticar bons preços. Ainda assim, além de todos os beneficios do andar a pé, ainda se fazem boas compras. Queria comprar uns sapatinhos tipo sabrinas para andar "na boa" com o piolho ao colo.



comprei estas na feira

quer acreditem ou não... o preço... 3,5€

PEQUENO ALMOÇO

Uma das estratégias para poupar é tentar fazer o máximo de refeições em casa, por mais que hoje em dia se consiga comer relativamente barato nos centros comerciais, em termos de qualidade da comida, não será com certeza a mesma coisa.
De qualquer forma, estou a falar em concreto na semana de trabalho em que temos de nos desenvencilhar sem shopping’s por perto. E em particular no pequeno-almoço... Sim, eu sei... fazer o pequeno-almoço em casa são menos 10m na cama... sim, eu sei, com miúdos para vestir e tempo apertado para sair, não é fácil...
Mas porque o pequeno-almoço É DE FACTO a principal refeição do dia, e é imprescindível que se faça uma refeição equilibrada, aqui vão umas dicas e, super importante, quanto se poupa por fazer a refeição em casa.
1º Aproveitar a mesa do jantar e deixar a mesa posta para o pequeno-almoço já com algumas coisas do género: cereais, fruta...
2º O pão tipo bolinhas fica muito bom mesmo congelado, basta na noite anterior tirar do congelador e no dia de seguinte parecem frescos (não se esqueçam de proteger o pão do gelo, por exemplo num saco de congelação)
Quanto ao dinheiro poupado, estamos a falar pelo menos em metade!!!
Se não, vejam:
Pequeno-almoço fora 2,5€ mais coisa ou menos:
·         Pão 1€
·         Sumo, leite ou coisa assim + 1€
·         Café 0.55€
Pequeno-almoço em casa – pão, leite, ou cereais +maçã e café:
·         leite      0,20€ (pacote de 85 cêntimos a dividir por 4)
·         pão        0,2€
·         café       0,32€ (as cápsulas das mais caras! Porque é possível bem mais barato)
·         maçã     0,45€
T: 1,18€
·         cereais 0,27€ (os tais 30gr que falam por dose numa caixa de cereais fitness)
T: 1,25€

E agora só o café... 2 cafés por dia na rua são 1,1€, i.e. 24,2 € por mês (22 dias úteis) – em casa 7,04€!!!
E aqui estão as contas... Boas poupanças!          

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Truque e dicas: congelador

Ainda a propósito da "gestão da despensa"... Também é positivo manter uma ideia do que se passa nas gavetas do congelador... Há muitas coisas que rapidamente se gastam, outras que parece que entram numa fase de hibernação tal que simplesmente nos esquecemos delas! Por isso, há que fazer uma listinha do que temos congelado e já agora da data de congelação e/ou validade. Não haver desperdício já é uma poupança!

e já agora...
Sabiam que um frigorífico e congelador cheios são mais eficientes do que quando estão vazios?
É uma tarefa chata, bem sei, mas temos mesmo de limpar, de forma regular, o gelo acumulado no congelador – muito gelo aumenta o consumo eléctrico!
    Boas poupanças!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Truques e dicas: despensa

Já alguma vez vos aconteceu comprarem qualquer coisa no supermercado porque achavam que já não tinham e depois afinal sempre havia lá no fundo do armário?

Pois bem... a mim já! E foram mais do que 3 vezes seguidas que achei que não tinha sal e abrilhantador para a máquina de lavar loiça... MAS TINHA! É certo que não se estraga... mas era escusado, principalmente porque a máquina tem uma opção de redução do uso destes "detergentes" quando se usa pastilhas de detergente já com esses extras.

Resumindo... gastei dinheiro em vão e aprendi a lição. Num dos dias de maluqueira de arrumação (não são muitos, mas às vezes tem de ser) limpei a despensa de alto a baixo e criei uma lista, tipo inventário, de tudo o que tenho. Lista de detergentes e utilitários e lista de alimentos. Só estão registados aqueles que ainda estão fechados. Por exemplo, um pacote de pastilhas para a maquina a uso e na minha lista o outro que está na despensa. Assim que abro o ultimo pacote, aponto que está em falta na lista de supermercado! Assim, fora promoções, nunca compro o que não preciso.

Uma ajudinha extra... as fantásticas listas que a Mónica faz... quando vi que ela também usa a táctica do inventário da despensa até me senti uma dona de casa a sério!

sábado, 24 de setembro de 2011

Máquina de lavar roupa

Como já contei, no inicio do ano tivemos o percalço de “perder” a nossa máquina de lavar e secar roupa. Não que fosse muito velha... mas o tambor simplesmente deixou de funcionar. Ainda tentámos ver se havia arranjo, mas um azar nunca vem só e pelos vistos já não havia peças para a dita!!!
Resultado: lá fomos nós em busca de uma máquina de roupa nova. Mais uma vez, além da importância do preço, procuramos garantir que escolhíamos a melhor máquina em termos de consumo, i.e., categoria A+++ e encontrámos. Eis as principais características que pesaram na decisão e que são no fundo essenciais no que respeita a poupança:
1.       Era uma das pouquíssimas máquinas já com 1600 r.p.m. (rotações por minuto) o que permite retirar as roupitas praticamente secas o que é um benefício principalmente se é para depois usar secador;
2.       Apesar de ser de carga máxima de 8Kg, tem a opção de “Tempo de lavagem regulável (detector kg) ”, ou seja, escolhe-se o programa, a temperatura[1] e até mesmo a velocidade de centrifugação, e 4 minutos depois de começar, o tempo de lavagem é adaptado automaticamente consoante a quantidade de roupa no tambor – Poupança não apenas de energia mas também da água utilizada;
3.       Possibilidade de escolher Programas rápidos: 14' - 30' - 44', designadamente para toalhas de banho e lençóis ou mesmo roupa guardada que só queremos tirar “aquele” cheiro;
4.       Outra característica imprescindível -  por causa das horas de vazio (ver tarifas EDP) -, era ter a opção de “inicio diferido até 24horas”, para que possa programar a máquina para começar a lavar apenas nas horas mais baratas e ir dormir descansada!
Boas lavagens! 


[1] Um ciclo a 30º/40º consome 3 vezes menos energia que um ciclo de 90º

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tarifas EDP

Provavelmente já não será novidade para a maior parte de vocês, mas achei que valia a pena relembrar... Uma vez que está na ordem do dia a subida do preço da electricidade na sequência da aplicação da taxa de IVA mais alta, talvez faça sentido voltar a fazer contas e tentar perceber se estamos ou não a pagar a mais do que devíamos na conta da electricidade.
Em traços largos, para a generalidade dos consumidores particulares (também há planos idênticos para comércios), a EDP disponibiliza 3 tipos de horários (que no fundo são 5) que qualquer pessoa pode optar de acordo com as suas necessidades:
1 - “A tarifa simples destina-se à generalidade dos clientes residenciais. O preço do kWh é igual em todas as horas do dia.”
2 – “As tarifas bi-horária e tri-horária têm uma redução de 45% no preço do kWh consumido em vazio. Ideal para o seu consumo nocturno ou de fim-de-semana.
Ao aderir, poderá escolher entre dois ciclos:
 
O Ciclo Semanal, com 76 horas de vazio por semana, indicado para consumos mais elevados aos fins-de-semana, onde os períodos de vazio são maiores.
O Ciclo Diário, com um período de 70 horas de vazio por semana, igual em todos os dias. Indicado para consumos nocturnos.
As horas de vazio são, fundamentalmente, as horas do período nocturno e fins-de-semana, em que é mais frequente a utilização de grandes electrodomésticos, como máquinas de lavar roupa e louça, forno ou aquecimento.
Apesar do preço da potência ser ligeiramente superior ao da tarifa simples, a redução no preço da energia em vazio (cerca de 45%) permite-lhe poupar na factura, para consumos, em média, superiores a 35% nestes períodos.”
A tarifa tri-horária diferencia o preço da energia por kWh de acordo com três períodos horários: horas de vazio, horas cheias e horas de ponta. O preço por kWh nas horas cheias é ligeiramente reduzido em relação à tarifa simples e à bi-horária. Por outro lado, o preço por kWh nas horas de ponta é superior, pelo que a tarifa tri-horária é vantajosa para consumos muito reduzidos neste horário.
* RRC art. 184º nº3

Sobre os preços constantes dos quadros, incide o IVA à taxa em vigor.
Nota: Enquanto não for instalado o contador apropriado, considerar-se-á como energia de vazio 40% do total da energia activa.
Tarifário em vigor desde Janeiro 2011, Despacho nº 15/2010 da ERSE.
Fonte: EDP

Em termos  de horários, fiz uma tabela:
A partir daqui, de facto, a escolha é de cada um. Cá em casa inicialmente tínhamos a tarifa horária ciclo diário. Uma vez que o horário nocturno de vazio começa mais cedo, achámos que tinha benefício para acender os aquecimentos durante o inverno e àquela hora. Adicionalmente, não queríamos deixar que os fins-de-semana nos tornassem “escravos das tarefas de casa”, mas a verdade é que começamos a notar que o período da noite não era suficiente para a lavagem da roupa, por exemplo, e aderimos ao horário semanal.
Relativamente às diferenças do Bi vs o Tri- Horário, confesso que ainda estou em aprendizagem, é que as horas de vazio são ao mesmo preço, a diferença está mesmo no consumo nas horas de “Fora de vazio” vs “cheias e ponta”, designadamente entre as 8.00 e as 11.00 e a partir das 18.00 nos dias de semana e o final do dia durante os sábados.
De qualquer das formas, vamos a contas:
Partindo do pressuposto que 200kVA gastos num mês se gastam da seguinte forma:
55% em horas de vazio (110kVA)
35% em horas de cheias (70kVA) e
10% em horas de ponta (20kVA)
Então, isto corresponderá a 21,36€ em Tri-horário e 26,52€ na tarifa simples, mais 25%! Para a tarifa Bi-horária os cálculos são menos exactos e aqui sim fará toda a diferença os consumos durante a semana (por exemplo com limpezas passagem a ferro de manhã e com o uso do forno no jantar). Se dividirmos equitativamente as horas de cheia em horas de vazio e fora de vazio, i.e., num total de 90 e 110, respectivamente, então teríamos um valor de 21,59€.
Não esquecer que aos valores apresentados, somar-se-ão os valor correspondentes à potência contratada, taxa de exploração, contribuições e IVA à taxa em vigor.
Boas Poupanças

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Aproveitar

Ainda a propósito do secador de roupa... dica da minha mamã :)


Para quem, como eu, opta por um secador de roupa de condensação... uma boa dica é utilizar a água acumulada no reservatório para o ferro de engomar. É o equivalente à água destilada recomendada para estes aparelhos na medida em que não trás o problema do calcário da água canalizada.

Vou deixar um garrafão junto ao secador para ir enchendo...


NB:
Máquinas de secar por exaustão
As máquinas de exaustão expelem a humidade da roupa, devido ao processo de secagem. A humidade é enviada para a atmosfera através de um tubo largo. Este tubo é direccionado para o exterior das habitações de forma a manter a mesma qualidade de ar dentro de sua casa. O tubo de ventilação ou exaustão é um acessório que vem sempre em conjunto com o secador de roupa. Este tubo é normalmente colocado para o exterior através de uma tubagem flexível.

Máquinas de secar por condensação
As máquinas de lavar roupa de condensação, têm um recipiente de acumulação da condensação da humidade do ar proveniente do processo de secagem. Estes reservatórios captam a água. Não precisa assim de nenhum contacto com o exterior evitando o incómodo das tubagens. Torna-se mais prático, uma vez que o recipiente está cheio basta esvaziar, voltar a recolocar na posição original e utilizar novamente a máquina de secar roupa.
Boas poupanças!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Máquina de secar roupa

Ontem foi dia de gastar uns trocos... andava já há umas semanas à procura de secadores de roupa. Tínhamos trazido a máquina de lavar e secar da outra casa, entretanto... e estas coisas aparecem sempre nas piores alturas... a máquina avariou-se e lá se foi a lavagem e a secagem da roupa... com uma criança em casa... o caos!
Na altura decidimos que seria melhor adquirir duas máquinas em vez de uma. É mais fácil e pode ser que só se avarie uma de cada vez!
Bom, voltarei à escolha da máquina de lavar, mas por agora conto-vos a nossa opção quanto à máquina de secar. Primeiro de tudo, há que perceber se há de facto a necessidade de mais um gasto em electricidade e podem crer que os secadores de roupa gastam que se fartam! Cá em casa, com dois animaizinhos à solta nos pátios e com uma única varanda mínima para estender a roupa, a única alternativa é a garagem, mas a roupa acaba por ficar com cheiros. Há ainda a questão de o secador de roupa deixar de facto a roupa mais macia (tipo atoalhados) e mais fácil de engomar.
Ora partindo daqui, as nossas principais questões foram as seguintes:
- Dimensão: a máquina da roupa leva até 8kg, no entanto, para obter os melhores resultados em termos de secagem convém não carregar a 100% o tambor (isto funciona também para a lavagem, quanto mais roupa, piores os resultados). Neste sentido, pensámos se seria realmente necessário um secador de 8kg também, porque provavelmente a roupa pode ser dividida em duas máquinas de secar.
- Consumo: chegámos à conclusão que os consumos das maquinas de secar são pelo menos o dobro, se não 3 vezes mais que os da maquina de lavar roupa. Pior, as diferenças entre categoria C e B são mínimas. Assim, e porque de facto gastos e ambiente são uma preocupação (e isto da taxa de IVA da electricidade ir aumentar não ajuda mesmo nada!), fazia mais sentido uma de classe energética A (estamos a falar de um consumo de 4.50 kWh vs 2.72).
- Preço: claro que este era o peso maior, e a verdade é que são poucas as máquinas de secar com classe energética A, a maioria mantém-se na C. E os preços são muito diferenciadores entre 300/400€ para 700€ – melhor preço que encontrámos – e mil e tal!
Ora, como em tudo, fizemos as contas: Partindo do pressuposto que a utilização do secador é sazonal (semestre de frio e chuva) e fazemos cerca de 4/5 máquinas de roupa por semana (na melhor das hipóteses), são 20 por mês, com um custo por ciclo de cerca de 0,88€ estamos a falar de mais 105€ na conta da luz (no semestre) com o IVA a 23%... (com maquinas de classe A, poupar-se-á pelo menos 42€).
Lá encontrámos a máquina à nossa medida, 8kg, categoria A que ainda tem, entre outras, a seguinte vantagem:
“Sensor de secagem
Graças à presença de sensores, a máquina de lavar e secar mede a humidade e temperatura e pára automaticamente o programa quando os parâmetros definidos pelo utilizador são atingidos. Além dos quatro níveis de secagem proporcionados pelas máquinas de lavar e secar, o secador oferece um 5º nível, "Húmido", que deixa um elevado nível de humidade no tecido. Isso é ideal para as peças de linho e outros tecidos que são difíceis de engomar. “

Caso queiram ler um pouco mais sobre este tema... aqui ficam alguns sites:

Poupar na conta do supermercado

Lá no inicio da vida em comum um dos grandes desafios era ir às compras... Tenho a certeza que muitos saberão como é juntar um gastador e um forreta atrás de um carrinho de hipermercado. Lá em casa também era assim... e ele quase que levava a calculadora atrás e chegava a passar eternidades a fazer contas de qual era o produto mais em conta para trazer para casa!!!
Também não será nenhuma novidade que quem perde uns minutos a fazer as ditas contas já ficou muitas vezes surpreendido com o facto de o produto em promoção não ser o mais barato e o pack dito económico, não ser o mais em conta.

Pois não se deixem enganar! É que os senhores do supermercado são obrigados, sim obrigados, a colocar o preço por unidade, kg ou litro em todos os produtos! Por isso, basta ver bem as etiquetas e lá num cantinho terá esta indicação. É possível saber exactamente quanto custa o litro do champô ou se compensa levar a caixa de cereais com 650gr ou duas de 300. São apenas alguns segundos a mais e com a prática em vez de vermos o valor total já vamos directos ao preço unitário.
Boas compras!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Truques e dicas: água

Coisas simples que podem fazer a diferença...

cá em casa temos 2 grandes preocupações em termos de consumos: o valor de gastos propriamente dito e o ambiente.

No que respeita a água, uma das estratégias que uso é, no duche, aproveitar a água enquanto está a aquecer (liga-se a torneira e demora a vir a água quente) para lavar os dentinhos!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O Ficheiro! (categorias)

O mês de Setembro, é um óptimo mês para dar inicio ao nosso ficheirinho... Apesar de estarmos praticamente no último trimestre do ano, sendo o inicio do ano lectivo, fresquinhos que vimos das férias... é um óptimo mês para começar!
Este tópico é igualmente importante para aqueles solteiros ou novos casalinhos que vão ter casa nova!!!  É um excelente arranque para a vossa gestão das contas da casa!
No nosso ficheiro, mais importante que a coluna com o total gasto em cada categoria, por mês, valor real, é imprescindível que se sentem e estabeleçam valores previsíveis para cada tipologia de despesa. Obviamente, ao longo do ano esta estimativa pode ser reavaliada, nomeadamente de acordo com a média de gastos realizada até esse momento.
Ora toca a pôr a mão na massa que é como quem diz... vamos a contas:
Considero que o ficheiro deverá ter 4 grandes grupos de categorias (atenção que quando digo ficheiro, digo qualquer meio que vos agrade mais, para mim um ficheiro Excel é excelente porque faz as contas automaticamente... e o meu ficheiro é fantástico!), venham elas:
Grupo I (é o meu preferido  J)  - Rendimentos
Este Grupo deverá conter uma referência ao valor real que têm na conta no inicio do mês. Tudo somado e tudo subtraído, deverá, no último dia, corresponder ao saldo da conta, de outro modo, algo não foi feito correctamente.
Depois, deverão estar elencadas todas as fontes de rendimento: Rendimento dele, rendimento dela.
Adicionalmente, deve ser possível incluir, à parte, os rendimentos extra (que são aqueles que, à partida, não deverão ser necessários para fazer face às despesas fixas). Aqui serão incluídos depósitos adicionais, extra, tipo prendas que nos dão em dinheiro, o euromilhões (era bom, não era!?!?), subsídios, etc.
Grupo II – Despesas Fixas
Aqui se incluem todas as despesas mensais ditas “normais”, eis alguns exemplos, que deverão ser adaptados, caso-a-caso:
§  Água
§  Luz
§  Gás
§  Renda da casa (quer em casa arrendada, quer a renda paga ao banco em caso de empréstimo)
§  Seguros casa (seguro de vida, sempre que não venha incluído na renda do empréstimo)
§  Seguro de saúde
§  Alimentação (basicamente será correspondente aos gastos de supermercado, não apenas alimentação propriamente dita, mas também detergentes, etc.)
§  Combustível
§  Portagens (se de carácter regular)
§  Telemóvel (para quem adoptar o sistema da mesada – ver aqui – podem optar por colocar esta categoria na carteirinha de cada um)
§  Tv. e Net
§  Empregada/engomadoria, etc.
§  Ginásio
§  Gastos filhote (creche, pediatras, etc. NB: as fraldas, por exemplo, estão incluídas em “alimentação”, pois são compradas no supermercado)
§  “Mesada” de cada um ou uma única categoria “gastos diários”
Até aqui, tudo certo?! Parece mais ou menos unânime que o ponto de partida será este, verdade? Ora a partir daqui é que vem toda a diferença, mais 2 Grupos:
Grupo III – Extras
Este grupo deverá conter 2 categorias, uma para extras normais e uma para “extras extraordinários”. Trocando por miúdos...
A categoria de extras deverá fazer face a despesas que, não sendo fixas, são normais nos vários meses. Aqui se incluem roupas, calçado necessário, prendas de aniversário, jantares e festividades, etc. E porque na verdade, todos os meses há gastos assim, quando feitas as previsões mensais, deve haver um plafond para estas despesas para não sermos apanhados de surpresa.
Por outro lado, os gastos extraordinários incluem aquelas compras que só serão feitas uma vez, mas que não têm uma categoria específica, por exemplo, uma mobília, um computador. Sendo realmente extraordinário, não é necessário contabilizar um valor nas estimativas do mês. Pelo contrário, serão compras que decorrem das vossas poupanças ou constituem um investimento adicional.
Grupo IV – Outras Despesas
Existem ainda despesas que são pagas anualmente, designadamente o seguro da casa, o seguro do carro, selo do carro e impostos como o IMI. Apesar de serem gastos anuais, é uma boa táctica diluir esta despesa nos vários meses do ano. Assim, a vossa estimativa para cada mês deverá incluir 1/12 de cada uma dessas despesas. Ou seja, para uma despesa anual de 240 Euros, deverão ter uma cobertura mensal de 20 euros. Este valor não vai realmente sair da conta, mas também não deve estar disponível para fazer face as despesas fixas e extras.
Resumo:
Total de rendimentos fixos = despesas fixas + extras + poupança
Espero que tenha sido útil! Beijinhos

domingo, 11 de setembro de 2011

Cá em casa é assim...

Todos os rendimentos e todas as despesas entram e saiem de um bolo comum.
Para contornar as claras desvantagens que daqui podem decorrer, adoptámos o sistema da “mesada” (oportunamente faço um post sobre este tópico). Basicamente, os custos que temos, cada um enquanto indivíduo, com gostos específicos, com vícios e com necessidades particulares, são imputados a uma “carteirinha” que cada um tem mensalmente.
Sim, até parece que voltámos ao liceu. Mas a verdade é que, para nós, funciona.
Por um lado, e porque decidimos em conjunto, os valores atribuídos, são iguais, não há a questão de discutir quem ganha mais.
Segundo, a gestão é feita por cada um, e cada um decide desse micro-orçamento quanto gastar, como e onde, e quanto poupar e juntar para o mês seguinte.
Esta modalidade tem ainda uma vantagem acrescida. É aqui que colocamos as despesas diárias, quotidianas que facilmente “perdemos o fio à meada”. O cafezinho, o cigarrinho... não é necessário saber exactamente quanto se gastou (se for necessária, essa será uma análise posterior – ou prévia, depende). Basta ter uma noção dos levantamentos que se fazem, por exemplo.
E atenção! Esta “mesada” faz parte, ou deve fazer, das despesas fixas. Ou seja, no orçamento da casa, nas contas da casa, deverá ser incluído sempre um valor para estas despesas, seja qual for o sistema que adoptem quer enquanto parceiros, quer enquanto solteiros.
E vocês, como fazem?

Como começar - Parte 4

questões importantes!!!

3.       Quanto poupar?
Ora aqui está uma palavra daquelas difíceis! Poupar!!! É uma impossibilidade quando o orçamento já é tão reduzido! É?! Ou simplesmente estou a  fazer mal as contas? ‘Bora lá às contas da casa:
Várias estratégias:
1º Garanto-vos que se sentarem e começarem a ter noção do que se gasta e em quê, vão ver que há muitas coisas onde poupar... ui tantos posts que vão correr desta caneta virtual!!!
2º Saber quanto deve sobrar no final do mês ajuda e obriga a sermos mais controlados... Há que separar trigo do joio, i.e., despesas fixas e extras.
3º “Pay yourself first” – esta expressão engloba muito mais que isto, falaremos mais tarde em pormenor. Mas a questão é “pôr de parte” todos os meses mais ou menos, uma quantia fixa, qualquer coisa... já é um principio.
4º Onde guardar a poupança... muito importante! Será que se estiver ali mesmo à mão, vou conseguir resistir?
5º Difícil esta! – o que fazer com os rendimentos extra? Por exemplo, subsídios, IRS? ... que tal guardar?

4 .       Quais os nossos objectivos?
Last but not least ... se tivermos um objectivo, sejam as férias de verão, um carro novo, etc... é bem mais fácil!
No entanto... deixo-vos um desafio... e que tal o objectivo ser a melhor educação possível para os miúdos? Que tal abater no empréstimo da casa e ficar a pagar menos?  Que tal a possibilidade de “reforma” aos 50? Hum! Hum! Ter tanto no banco que não preciso voltar a trabalhar! Siiiiiimmmmm!!!
E vocês? Quanto poupam?

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Como começar - Parte 3

Há algumas questões que eu acho que devem ser tornadas tão claras quanto possível (continuação):
2.       Em que gastar?
Bem, esta pergunta também parece óbvia, ou pelo menos com uma resposta directa. Mas a conversar... bem quando cada um tem preferências e vontades... o óbvio tende a tornar-se discutível.
Por isso, mais uma vez o mote será: debatam! Falem tudo e decidam:
- Quantos canais de tv? Qual o pacote? Vale a pena pagar pelo canal desportivo?
- Internet portátil, sim ou não?
- O que é prioritário? Mudar os cortinados da sala ou comprar um computador novo?
- É mesmo necessária mais uma caixa?
- Quanto vamos gastar em prendas de Natal?
Estas e tantas outras questões...


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Como começar - Parte 2

Há algumas questões que eu acho que devem ser tornadas tão claras quanto possível:
1.       Quem ganha lá em casa?
Pode até parecer estúpido, mas é preciso esclarecer exactamente quanto ganha cada um e com quanto irão contribuir para o bolo, para as contas da casa.
À partida poderíamos pensar que o total irá para ambos, para o casal, para a família. Mas a decisão dos parceiros pode não ir nesse sentido. Conheci um casal, muito apaixonado, por sinal, que faziam mais ou menos desta forma: cada um ganha o seu, para a sua conta individual e faz a sua própria gestão. Mensalmente, transferem para uma conta comum um determinado valor (igual) que irá fazer face às despesas comuns.
Como tudo na vida, nesta gestão há vantagens e desvantagens. Por um lado, nenhum se preocupa com o que o outro está a gastar. O dinheiro é de um e portanto, gasta como preferir. Por outro lado, se o dinheiro é daquele, e a opção for poupar, posso fazê-lo também. Ora isso faz-me lembrar aquela velha fábula da cigarra e da formiga, lembram-se? Pois! Tem ainda outra desvantagem: se o casal ganha mais ou menos o mesmo cada um... ninguém se lembra disso, mas se o contributo para a casa de um dos parceiros quase esgota o seu rendimento?
No sentido inverso, faz-se assim: vai tudo para o bolo. Todos os rendimentos são da casa e todas as despesas e/ou poupanças são comuns também. Problema: então como fazer quando ele fuma e ela não? Quando todos os meses ela compra uma roupita, e ele não? Como é que ficam as contas quando um sai e gasta uns trocos no jantar e no bar?

Como começar

No tempo dos meus avós, ela não trabalhava e portanto não ganhava. Mesmo que trabalhasse, o seu rendimento era sujeito ao mesmo fim... Era o homem da casa que tomava todas as decisões da família, incluindo as financeiras. Quanto, quando e em quê gastar o dinheiro da casa era decisão dele. Sorte daquelas avós que conseguiam dar alguma opinião, caso contrário, tinham de justificar cada carcaça! E sorte dos netos que, em visitas, conseguiam trazer umas moedas, quem sabe uma nota, que a avó lá conseguia poupar entre iogurtes e queijo.
No tempo dos meus pais, os papeis quase se invertem. Ambos são trabalhadores, ganham para a casa e para os filhos. E é a esposa que organiza, faz as compras, paga as contas, sendo ela quem faz toda a gestão do orçamento da casa. MAS! Nada de pôr um pé em falso, porque as discussões surgem quando falta alguma coisa!
No meu tempo... há de tudo um pouco, eu acho. Orçamentos equilibrados, orçamentos que “vão andando” não se sabe muito bem como, orçamentos completamente disfuncionais...
Então... como dar a volta a isto? Como encontrar o equilíbrio das contas da casa? Como começar?
Para começar, é preciso simplesmente falar. Se há um parceiro, têm de decidir em conjunto uma serie de questões relacionadas com aquele tema tabu: dinheiro!
Sim, perguntem a quem quiserem, a questão dinheiro é a principal causa de discussões entre casais, entre amigos, entre pais e filhos. Por isso nada melhor para obviar essas questões do que antecipá-las e debatê-las, amassa-las e voltar a falar sempre que for necessário.
Para começar, basta papel e caneta (ou uma folha Excel no computador) e apontar tudo... rendimentos e gastos, prós e contras, sins e nãos!
‘Bora começar?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O inicio

Decidi criar um blogue... Não. Decidi criar um espaço onde escrevo, coloco as minhas ideias e tento dar um empurrãozinho, ajudar outros.
Sim, eu sei... toda a gente tem um blogue nos dias de hoje. Este até pode ser apenas mais um. Mas queria fazer algo, e gosto de partilhar ideias, discutir soluções e encontrar um caminho certo. Por isso decidi criar um blogue, um espaço.
E de dúzias de temas que podia ter escolhido, achei que este fazia sentido. Não sou nenhum génio, nem sequer é a minha área de especialização, mas, no orçamento de casa, tornei-me perita. Por várias vezes falei com amigos sobre como gerimos as contas cá de casa. Várias vezes surpreendo amigos e familiares com aquilo que vamos conseguindo aos poucos. Aquilo que somos agora, enquanto família, e em concreto aquilo que nos permite sempre um pouco mais, resulta de um cliché... duas pessoas diferentes que, também, se completam e complementam no que toca às contas da casa.
Ele é um forreta convicto, eu, uma gastadora controlada e cedo percebemos que teríamos de encontrar uma solução que nos satisfizesse a ambos, e encontrámos.
Este blogue ou espaço é para todos aqueles, casados, unidos de facto, solteiros, em-vias-de-casar, que querem saber “como vou conseguir”. Dicas, soluções, algumas óbvias, algumas difíceis de cumprir. Para fazer esticar o orçamento, para poupar e realizar aquele sonho, para garantir um futuro... este blogue é para isso.
Porque o meu forreta agradece o que conseguimos fazer juntos, porque como diz a minha mana, eu penso em tudo (controle freak) e era bom ter alguém assim a pensar connosco (obrigada mana pelo empurrão) e porque a minha sogra ainda não acredita como é que nós vamos conseguindo as coisas (preocupação, apenas uma mãe preocupada com os seus filhos), criei um blogue, um espaço...
Sem demagogias, sem pretensiosismo, sem juízos de valor (bem, darei opiniões, mas não julgo ninguém)... O “as contas da casa” é para vocês.
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